MPEs geram 97,8% das vagas de emprego no Ceará em 2018

De acordo com o Sebrae Ceará, as micros e pequenas empresas no Estado respondem por 28% do PIB.

A geração de emprego no Ceará em 2018 teve uma participação significativa das micros e pequenas empresas (MPEs).

Segundo estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) com base em dados do Ministério do Trabalho, esses negócios foram responsáveis por um saldo líquido (diferença entre admissões e desligamentos) de 14.851 postos formais entre janeiro e agosto de 2018. O número corresponde a 97,8% do saldo total de vagas no mesmo período.

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), nos primeiros oito meses do ano, a diferença entre contratações e demissões resultou em um saldo de 15.175 vagas de trabalho formal.

Para o diretor técnico do Sebrae Ceará, Alci Porto, a forte participação das micros e pequenas empresas na geração de empregos no Estado e no País está ligada ao desemprego nos negócios de médio e grande porte.

“As empresas de médio e grande porte mais desempregam do que emprega novamente e o fruto desse desemprego é o surgimento de novas empresas. Cada microempresa gera, no mínimo, um emprego e, em média, dois empregos, então a gente tem um desempregando, outro empreendendo e empregando. É a ocupação do próprio empreendedor mais as ocupações geradas”, detalha Porto.

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Além disso, ele detalha que, no Ceará, as micros e pequenas empresas respondem, hoje, por cerca de 28% do Produto Interno Bruto (PIB). “Essa realidade faz com que a micro e pequena empresa seja fundamental para a economia. Assim, é necessário que o poder público tenha políticas voltadas para esse segmento”, avalia Porto.

No mês de agosto, o saldo (com ajuste sazonal) de empregos das micros e pequenas empresas foi de 3.787 postos formais, maior desde janeiro deste ano (5.908 vagas).

O número do oitavo mês do ano correspondeu a 81,2% do saldo total de vagas no período (4,6 mil). Os micros e pequenos negócios do setor de Serviços foram os principais geradores de vagas formais, com 1.339 em agosto.

Simplificação

Para Alci Porto, o ambiente hoje é muito mais favorável ao empreendedorismo considerando o registro junto à rede Simples, sistema de tributação unificada para empresas com faturamento até R$ 3,6 milhões.

“Hoje, com a Junta Comercial o empreendedor consegue fazer o registro do negócio em poucos dias e antes esse processo levava meses. Temos a união entre os órgãos estaduais e federais e o grande problema era que eles não conversavam entre si”, diz.

Fonte: Diário do Nordeste

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