Requalificação do Centro: primeira etapa da Guilherme Rocha será entregue na sexta

O trecho da via será inaugurado na próxima sexta-feira (23/11), dia da abertura do Natal de Luz. Problemas na licitação atrasaram dois trechos.

Quiosques de ambulantes da Guilherme Rocha, quando fechados, reproduzem imagens icônicas da Capital. Foto: FABIO LIMA

O primeiro trecho das obras de requalificação da rua Guilherme Rocha, entre Major Facundo e Barão do Rio Branco, no Centro, ficou pronto a tempo da abertura do Natal de Luz, evento tradicional promovido pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Fortaleza.

A entrega do novo quarteirão será na manhã de sexta-feira (23/11), às 8h, no Calçadão da rua Guilherme Rocha (próximo à Praça do Ferreira). Às 17 horas, a festa na Praça do Ferreira terá a chegada do Papai Noel e a apresentação do Coral de Luz, além do show do cantor cearense Fagner.

A intenção da Secretaria Regional do Centro era entregar toda a obra até a data, mas, segundo a pasta, não é possível por conta de problemas com a licitação.

Os trabalhos de requalificação começaram no dia 27 de agosto e, segundo o titular da regional, Adail Fontenele, um novo processo de obras foi necessário devido a descumprimento de contratos em dois dos três trechos.

A mudança não foi apenas no piso. Esgotamento sanitário, iluminação pública, calçamento e quiosque estão inclusos. Num primeiro momento, são oito quiosques para 32 vendedores.

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Nos dois trechos seguintes, toda a obra de infraestrutura já está pronta. Faltam os quiosques para os vendedores. Eles serão entregues até 10 de dezembro.

“As ações na Guilherme Rocha vão dar condições de as pessoas circularem melhor, sem nenhum atropelo”, define o secretário. Obra semelhante será realizada na rua Liberato Barroso, a partir do início do próximo ano, com a diferença de implantar fiação completamente subterrânea. “Não foi possível fazer isso na Guilherme Rocha porque tínhamos que entregar a obra até o Natal”.

Adail Fontenele anunciou, para a população em situação de rua, a criação do Galpão Praça Coberta. O projeto constitui-se de um sobrado aberto, com estrutura de dormitório em praça pública, para pessoas em situação de rua que se recusem a ir a albergues e pousadas sociais. O prazo para a entrega é agosto do próximo ano.

Na Praça do Ferreira, pessoas em situação de rua dizem temer a chegada do período natalino, porque, segundo elas, funcionários da Prefeitura vão até lá para retirá-las compulsoriamente. A ação, segundo o advogado Miguel Rodrigues, do Escritório Frei Tito de Alencar, fere o direito constitucional de ir e vir.

Patrícia Studart, secretária-executiva dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, nega essa abordagem e afirma que o trabalho da SDHDS é de cadastro para acolhimento em política de abrigamento.

A Guarda Municipal afirma desconhecer qualquer tipo de ação de retirada compulsória.

Fonte: O POVO

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