Artigo: Alinhamento da expectativa

Nos últimos dias, me peguei refletindo sobre dois sentimentos curiosos que nos ronda constantemente e nem percebemos como eles impactam nossas vidas. Refiro-me ao sentimento de frustação e de surpresa. Entendo que um contrapõe ao outro e conclui que são consequentes da tal expectativa.

Passados horas de uma tarde busquei alinhar justamente cada expectativa que aplico sobre qualquer situação da vida, sejam banais ou sérias até demais, mas não temos controle sobre alguns episódios que nos ocorre, entretanto, podemos controlar como aquilo nos afeta. As consequências podem nos frustrar ou podem nos surpreender.

Frustrados ou surpresos, a aceitação dos fatos é compulsória até que organizemos as ideias de novo, afinal, a vida são suscetíveis e contínuos fatos, um atrás do outro.

O alinhamento da expectativa que empregamos em alguma coisa pode ser o ponto chave para nos sentirmos felizes e realizados. Não tem como evitar a expectativa. Passamos a vida toda pensando e ansiando o futuro, e é impossível não esperarmos alguma coisa.

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Este alinhamento evita decepções, iras, impotência, infelicidade caso sejamos otimistas em excesso. O alinhamento pode surpreender positivamente, nos trazer leveza, alívio, autoestima caso tenhamos pensado o pior.

Mas sempre que estou chateada, lembro-me que imaginei além da conta. O grande desafio é andarmos nos dois contrapontos, aceitando que a vida nos traz múltiplos percursos e escolhas. Andamos em cima do muro podendo cair em qualquer lado, mesmo que desejemos e tenhamos nos preparado para um deles. Mesmo assim, com probabilidades maiores ou menores, podemos nos frustrar ou nos surpreender.

Podemos sim ter controle sobre como nos sentimos. A vida passa feito um flash e podemos exercitar diariamente como iremos passar por ela. Sejamos leves, aceitemos as falhas pessoais e busquemos realizar os ajustes necessários sem dor.

E finalmente, aproveitemos o presente da vida, sejamos gratos pela vida que temos. Agradeçamos incansavelmente cada minuto precioso que nos é ofertado. O relógio não para, e mesmo que algumas pessoas acreditem que temos uma segunda chance, certamente o mundo que encontrará já não será o mesmo.

Jamila Araújo (Empresária e vice-presidente da CDL de Fortaleza)

Fonte: Jornal O POVO

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