Shoppings de Fortaleza preveem abertura de 184 lojas neste ano

Foram confirmadas 107 lojas e devem ser abertas mais 77 após negociações em andamento. Expansão do setor é explicada pela maior busca dos clientes por segurança.

O início de 2019 para os shoppings de Fortaleza é animador. Estão previstas 184 novas lojas. São 107 com inauguração confirmada e outras 77 estão com negociação em andamento.

Na contramão do que se vê no Exterior, o crescimento do segmento de shoppings é, na avaliação de especialistas, uma tendência de mercado das empresas mais conceituadas buscarem os espaços fechados por atender a demanda dos consumidores por segurança.

Economista e consultor empresarial, Sérgio Melo enumera razões para que exista uma maior mobilização de mercado em torno desses empreendimentos, como a climatização do local e estabelecimentos mais preparados para certo mercado.

“Nas lojas fora desses shoppings existem maiores dificuldades, pois uma loja está num local, outra está mais distante, e é preciso se deslocar pelas ruas, enquanto no shopping se consegue num mesmo local inúmeras alternativas”.

A afirmação do economista e consultor financeiro, Raimundo Padilha, segue a mesma linha. Mas ele acredita que apesar de os shoppings terem um custo mais elevado para empresários por oferecer mais vantagens, a importância do comércio de rua, dos centros comerciais, não diminui. “O comércio de rua resgata valores, valoriza a cultura”.

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“Não acho que um venha a substituir o outro, os dois poderão conviver em harmonia. É importante isso e vemos nas principais capitais do mundo: Londres, Paris, Nova Iorque, existem grandes lojas em ruas e o comércio de rua é num formato de aldeias”, analisa.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Fortaleza, Assis Cavalcante, avalia que empresários buscam o mercado cearense, pois Fortaleza é importante destino turístico do País, tem folha de pagamento do funcionalismo paga em dia, além de ter shoppings “de primeiro nível, que não deixam a desejar em nada aos de fora do País”.

Assis, no entanto, lamenta que, com o crescimento dos condomínios de shoppings, o Centro ficou menos procurado pelo investidor, muito por conta da menor oferta de pontos nas principais ruas do bairro e do caro aluguel disponibilizado.

Mas, ainda de acordo com o presidente da CDL, a situação está sendo revertida com ações governamentais, citando a reforma de ruas como Guilherme Rocha, General Sampaio e Liberato Barroso. “Tudo isso vai dar um aspecto melhor ao Centro e maiores, certamente, investimentos virão”.

Os dois economistas também acreditam que o Centro não deve ficar enfraquecido frente aos shoppings, pois sempre há uma camada de consumidores que vai continuar procurando o preço mais vantajoso.

Já Padilha afirma que a expansão é de todo o setor de comércio. “Os shoppings têm expandido cada vez mais, mas os micromercados também estão investindo. Uma briga franca, pois o povo frequenta”.

Serviços

Shoppings estão recebendo muitos espaços de serviços promovidos por entidades públicas, como secretarias e órgãos.

Fonte: O POVO

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