Centro: comércio e interesse público

O Centro de Fortaleza volta a ocupar a atenção dos que têm naquele espaço um lugar de acesso ao comércio varejista e a outros serviços de interesses variados, inclusive de entretenimento, lazer e fruição de equipamentos culturais de valor histórico e sentimental.

Do ponto de vista estritamente econômico, é considerado o maior centro de compras do Ceará, segundo estimativa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza (CDL). Lá se acham instaladas 7.800 empresas, e seu espaço é frequentado diariamente por cerca de 350 mil pessoas, enquanto outras 68 mil tiram seu sustento daí.

Não é de admirar, assim, que o varejo esteja na ponta das ações para reavivar as potencialidades comerciais da área e atrair mais gente para lá. Com a movimentação comercial todos ganhariam, inclusive os cofres públicos, que receberiam receitas adicionais para poderem investir em projetos reclamados pela comunidade.

O modo usual de chamar frequentadores é oferecer vantagens que lhes permita sentir que vale a pena a experiência de ir lá. Para isso, os comerciantes se reuniram para lançar a 3ª edição da Jornada Integração, promovida na última segunda feira, pela Federação das CDLs do Ceará (FCDL-CE).

A iniciativa comporta não apenas criar programações próprias do setor – como promoções atrativas ao bolso do consumidor – mas, articular-se com os interesses mais amplos dos cidadãos interessados no resgate daquela área para melhorar a qualidade de vida da Cidade.

E aí, a articulação com o poder público é imprescindível. A Prefeitura de Fortaleza, por exemplo, tem em vista um projeto que pretende integrar a região do Centro ao “corredor” que começa na Praia de Iracema, passa pelo Dragão do Mar e termina no coração da Cidade.

Quando entra o poder público, naturalmente a iniciativa ganha uma dimensão mais universal, pois se trata de contemplar os interesses mais amplos da comunidade.

E aí entra a dimensão social, pois deve incluir também segmentos menos organizados da população que tiram seu sustento igualmente daquele mesmo espaço – como os ambulantes – e os que ali se refugiam por não terem um teto para se abrigar.

Ademais, a Cidade sonha ver o Centro voltar a pulsar como um dos principais elementos impulsionadores da vida cultural fortalezense.

É preciso assegurar, tanto aos que trabalham, como a quem vai às compras, aos teatros, museus, restaurantes, livrarias, bancos, toda a segurança necessária para se locomoverem e acessarem os serviços que demandam, sem sustos, o que exige ruas fortemente iluminadas.

Certamente, não haverá em Fortaleza outro bairro cujo traçado ofereça tantas possibilidades de garantir uma segurança de eficácia quase absoluta, quanto o Centro.

Editoral do dia 07/02/2018 do jornal O POVO.

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